
Johny Depp e Tim Burton regressam juntos - pois, então! -, desta vez para darem música em «Sweeney Todd», a lenda de um «serial killer». Será que Eduardo trocou as mãos de tesoura pela navalha de barbeiro?
Havia, mesmo antes de o filme começar a ser produzido, vários problemas. Uma situação que, geralmente, não podia ser premissa mais excelente quando a pessoa que tem de enfrentar a situação se chama Johny Depp. Nascido no Kentucky, há quase 45 anos, não teve o luxo das coisas fáceis. Filho de pais divorciados e carregando no corpo as cicatrizes que foram ficando de uma vida que chegu a pender para a atomutilação, o actor tem escolhido erguer uma carreira ao longo de obstáculos considerados intrasponíveis. (...) No caso do filme Sweeney Todd, o musical-quase-ópera que Stephen Sondheim escreveu em tinta de sangue, um dos problemas era o facto de Johny Depp, actor principal, não saber cantar. O homem diz mesmo que, antes deste filme, nunca tinha cantado uma canção do princípio ao fim, nem mesmo no chuveiro. Outro problema era a natureza da história. Imagina-se a reunião no quartel-general da Warner Bros, em Burbank: «O filme retrata cruelmente uma série de assassínio na Londres putrificada de antigamente, a personagem principal é um homicida maluco que depois usa a carne das vítimas para fazer tartes de carne picada, o canibalismo é enaltecido por umas quantas canções sem refrão fácil, o gajo que querem contratar nunca entoou sequer o hino nacional e, ainda por cima, o realizador quer fazer, basicamente, um filme a preto e branco? Claro, financiamos já!» Pois. Felizmente, neste caso, a encomenda foi entregue a uma parelha que adora missões impossíveis.
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ACTUAL (revista do Expresso)
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